POESIA

Três poemas de Katia Marchese

Imagem: Quelônio / Reprodução.

La caricatura

en el silencio de la memoria mantiene la flor,
acoge el color y el fantasma

El tiempo, la prensa designan un solo nombre y todas serán exsiccatas.

Una colección de melancolías de todo lo que nos faltará.

§

A caricatura

no silêncio da memória guarda a flor,
acolhe a cor e o fantasma.

O tempo, a prensa designam um só nome e todas serão exsicatas.

Uma coleção de melancolias
de tudo aquilo que irá nos faltar.

§

Libro de los placeres

para Natalia Agra

¿Con cuántos silencios volvemos de nuevo
al banco congelado del jardín de la playa?

Bajo el parasol alimenté al pájaro
y en mis manos vacías sentí el calorde tu voz.

§

Livro dos prazeres

para Natália Agra

Com quantos silêncios se refaz novamente
o banco gelado
do jardim da praia?

Embaixodochapéu de sol dei de comerao pássaro
e nas mãos vazias
senti ocalor da tua voz.

§

Incierto

Al borde de la nada
hierba alta
de una sola brazada
recoge la porción de zarza.
La cabaña y el descanso
en el clarodía se desmoronan.

Suelta, la hierba vuelve
en la aparente nada.
Si no fuera por los rastros
de las torciones yalgunas fallas,
el aterrizaje del pájaro
creería en la eternidad.

§

Incerto

Na beira do nada capim alto,
de uma só braçada
recolhe a porção de sarça.
A cabana e o descanso
no claro dia se desfazem.

Solto, o capim retorna
ao aparente nada.
Não fossemos vestígios
das torções e algumas falhas,
o pousar do pássaro
acreditaria na eternidade.

Katia Marchese nasceu em Santos (SP), em 1962. Tem poemas publicados em diversas antologias, desde 2004, e revistas literárias digitais. Participa do coletivo O ateliê de poesia. Os poemas aqui publicados integram o livro Herbário da memória (Quelônio/2022).

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